11 de nov de 2010

Amamentar não rouba o tempo de sono da mãe


Esta matéria publicada agora a pouco no site português IOL Mãe caiu como uma luva para a Dulce, lá do encontro de gestantes e mães realizado hoje de manhã pela querida Rita Pinho.


A amamentação não rouba o tempo de sono das mães, ao contrário da idéia que por vezes se faz passar. Um estudo publicado no Pediatrics revela que as mães que amamentam dormem o mesmo número de horas do que aquelas que alimentam o bebê com mamadeira.

Isto apesar do bebê amamentado poder acordar mais vezes. É que o aparelho digestivo, durante os primeiros meses, não tem ainda maturidade para absorver alimento suficiente, de forma que o bebê se mantenha saciado por um período muito longo. Como o leite materno é de digestão mais fácil, os bebês amamentados tendem a acordar com mais freqüência.

Uma vez que a qualidade do sono da mãe é muito importante para o seu bem estar e saúde, e conseqüentemente também para o bebê, importava perceber se de fato a amamentação se torna um fator que agrava o seu déficit de sono. A investigação foi realizada na Universidade de West Virginia, EUA e envolveu 80 mulheres, das quais: 27 amamentaram exclusivamente até às 12 semanas de vida do bebê; 18 optaram pela mamadeira; e 35 usaram os dois métodos. Todas mantiveram registros diários da qualidade e quantidade do sono, bem como do número de vezes que acordaram durante a noite. Além disso, usaram aparelhos que registraram os períodos de sono noturno e os momentos em que sentiram sono durante o dia.

Não houve diferenças significativas nos padrões de sono dos três grupos de mães. A explicação pode estar no fato das mães que amamentam não despertarem da mesma forma que uma mãe que tem de preparar a mamadeira, pois podem manter-se no escuro e voltam ao sono profundo mais rapidamente. Além disso, o hormônio prolactina, presente no leite materno, pode ter um efeito indutor do sono no bebê.

A idéia de que as mães que optam pela mamadeira dormem mais durante a noite não passa de um mito. As mães que pensam em deixar de amamentar por acreditarem que irão passar a dormir melhor devem, portanto, desiludir-se. Não só isso não vai acontecer, como estarão a privar o bebê, bem como a si próprias, de todos os benefícios da amamentação exclusiva.

“A amamentação tem benefícios para a mãe e para o bebê e a qualidade do sono não pode ser argumento para desistir, pois não irá dormir melhor por ter deixado de dar de mamar”, garante Hawley Montgomery-Downs, que liderou o estudo.

Obs: o texto acima foi levemente alterado para facilitar a leitura, já que o original é em português de Portugal. 

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