6 de nov de 2010

Métodos para indução do parto


Para começar o mês de novembro resumi um artigo muito esclarecedor sobre diversos métodos para induzir um parto vaginal. Para ler o artigo na íntegra clique aqui.


Denomina-se “indução do parto” todo procedimento que provoque contrações uterinas e inicie o trabalho de parto (TP) em mulheres com idade gestacional (IG) acima de 22 semanas. É indicado quando a manutenção da gravidez significa um risco materno-fetal maior do que a sua interrupção.

As principais indicações para indução do parto são:
·            gestação prolongada
·            ruptura prematura de membranas
·            síndromes hipertensivas
·            diabetes
·            corioamnionite
·            isoimunização fetal
·            restrição do crescimento fetal (RCIU)

As contra-indicações são praticamente as mesmas que contra-indicam o parto vaginal:
·            apresentações anômalas (bebê transverso ou córmico)
·            uma ou mais cicatrizes uterinas prévias (não usar misoprostol)
·            sofrimento fetal
·            placenta prévia completa ou parcial
·            vasa prévia
·            prolapso de cordão umbilical
·            sorologia HIV+
·            herpes genital ativa

Condições cervicais desfavoráveis (índice de Bishop menor que 6) estão associadas à falha de indução do trabalho de parto, ao seu prolongamento e ao elevado índice de cesariana. Assim, métodos que promovem tanto amadurecimento do colo do útero como contratilidade uterina apresentam melhores taxas de sucesso.

MÉTODOS

Homeopatia – o Caulophyllum thalictroides é indicado para regularizar as contrações uterinas durante o TP. Apresenta ação na prevenção de contrações fracas, mas não há evidências na indução do parto.

Acupuntura – estudos sugerem que é um método seguro, praticamente sem efeitos colaterais e que parece ser efetivo na indução do parto. Em dois ensaios clínicos foram achados antecipação do parto e aumento da intensidade das contrações uterinas.

Estimulação mamária – a estimulação bilateral dos mamilos é um método natural e barato. Está associado às contrações uterinas, aumento do número de partos dentro de 72 horas e diminuição da taxa de hemorragia pós-parto.

Relações Sexuais – teoricamente pode induzir o parto por meio da estimulação física do segmento uterino inferior, ação direta das prostaglandinas do sêmen e da liberação endógena de ocitocina durante o orgasmo.

Descolamento de membranas – é feito pelo obstetra durante o toque vaginal com o intuito de descolar as membranas e dilatar o colo uterino. Além da ação mecânica sobre o colo do útero também libera prostaglandinas. Reduz a duração da gravidez sem aumentar o risco materno ou neonatal de infecção.

Laminária de alga marinha – sob a forma de bastão, era utilizada como dilatador cervical. Atualmente, seu uso tem sido preterido em favor de outros métodos mecânicos mais efetivos.

Sonda de Foley – método mecânico bastante utilizado que promove também liberação de prostaglandinas como conseqüência da separação do cório da decídua. Para melhores resultados na indução do parto é associado à ocitocina, que aumenta as contrações uterinas enquanto a sonda promove o amadurecimento do colo do útero.

Relaxina – é possível que a relaxina promova o amadurecimento cervical e, ao mesmo tempo, iniba as contrações uterinas.

Mifepristona – também chamado de RU486. Método farmacológico efetivo para induzir o parto ou amadurecer o colo do útero num período de 48 a 96 horas.

Hialuronidase – método farmacológico apenas de preparo do colo do útero, pois não promove TP. Proporciona amolecimento e esvaecimento do colo uterino. Num ensaio clínico recente, mostrou-se menos efetivo que a sonda de Foley.

Ocitocina – método farmacológico que promove estimulação da contração uterina. A ação da ocitocina depende da presença de estrógenos, que aumentam quanto maior a IG. Sua utilização varia em relação à dose inicial, intervalo entre o aumento da dose e a quantidade acrescida a cada intervalo. Quando o colo do útero é imaturo, a indução do parto apenas com a ocitocina é desaconselhável, pois está associada a uma maior incidência de partos prolongados, intoxicação hídrica, falhas e cesáreas. Para aumentar a chance de sucesso da indução do parto, a ocitocina deve ser usada junto com outro método que amadureça o colo uterino.

Dinoprostona – também conhecido como prostaglandina E2. Método farmacológico para amadurecimento cervical. Era freqüentemente usado associado à ocitocina. Foi substituído pelo misoprostol, que se mostrou mais efetivo.

Misoprostol – é um composto sintético análogo da prostaglandina E1, que ficou popularmente conhecido como abortivo. Método farmacológico que atua relaxando a musculatura do colo do útero, facilitando o esvaecimento e a dilatação cervical, e também estimulando a contração uterina, o que garante na maioria das vezes sucesso na indução do TP. Estudos mostraram que o misoprostol é tão eficiente quanto outras prostaglandinas e mais eficaz que a ocitocina na presença de colo imaturo. Porém, em alguns estudos o misoprostol e a ocitocina foram associados a uma maior incidência de ruptura uterina em gestantes com cesárea prévia, sendo desaconselhável o uso deles para indução do parto em mulheres com cesárea anterior ou cicatriz uterina.

2 comentários:

Claudia Halley disse...

ei! brigada pelo comentário la no meu cantinho. gostei muito do seu blog, cheio de informação!
vo seguir!
bsjss

Rachel Potira disse...

Olá!!!

Obrigada pela visita ao meu blog.
Adorei o seu também. Temos muito em comum. :)
Grande abraço.

Rachel Bessa