15 de jun de 2011

Posição como mãe dorme aumenta chance de morte prematura do bebê



Mulheres que dormem sobre o lado direito do corpo ou com a barriga para cima no fim da gravidez tem duas vezes mais chances de morte prematura do bebê do que as mães que dormem apoiadas sobre o lado esquerdo, segundo cientistas.

Uma nova pesquisa, feita na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, afirma que as mães que dormem sobre o lado esquerdo do corpo nas últimas noites antes do parto têm 1,9 de chance em mil de terem bebês natimortos. Em mulheres que dormem em outras posições, a chance aumenta para 3,9 por mil nascimentos.

Os resultados foram divulgados na publicação científica British Medical Journal. É o primeiro estudo de casos de bebês natimortos no mundo que analisa o efeito da forma como as mães dormem na saúde do feto. Os pesquisadores neozelandeses analisaram 310 mulheres neozelandesas que estavam grávidas e outras 155 que tiveram bebês natimortos quando estavam por volta da 28ª semana de gravidez, entre 2006 e 2009.

As mães tiveram que responder perguntas sobre a posição em que dormiam, a duração do sono e se acordavam freqüentemente antes da gravidez ou durante o último mês, semana e noite da gestação. Os cientistas queriam examinar o efeito de distúrbios do sono como apnéia e ronco na gravidez, já que eles poderiam causar a diminuição do oxigênio que chega ao bebê. No entanto, a análise dos casos mostrou que a posição em que as mães dormiam era um fator mais determinante das mortes prematuras.

Uma das possibilidades apontadas pelo estudo é a de que, quando a mãe dorme de costas ou sobre o lado direito, o feto poderia comprimir sua veia cava inferior, que leva o sangue para o coração. Isso diminuiria a quantidade de sangue oxigenado que volta do coração para os órgãos da mãe e, em conseqüência, para o bebê. "Pode acontecer um fluxo restrito de sangue para o bebê quando a mãe se deita de costas ou sobre o lado direito por longos períodos de tempo", afirmou o professor Lesley McCowan, chefe do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da universidade. "Se confirmarmos (esta teoria) com estudos futuros, talvez possamos reduzir o número de mortes prematuras em até um terço, o que é muito bom", disse.

A pesquisadora Tomasina Stacey, que conduziu o estudo, disse ainda que é cedo para pedir que todas as mães durmam somente do lado esquerdo no fim da gravidez, uma vez que novas pesquisas devem ser feitas para comprovar a descoberta. Mas em entrevista ao jornal britânico The Guardian, ela disse que, se a associação for provada, pode ser possível mudar o índice de mortes prematuras orientando as mães da maneira correta.


Fonte: Folha Online

1 de jun de 2011

Mamaço Nacional: Brasília vai participar!


Divulgando aqui o Mamaço Nacional em Brasília, que está sendo organizado pela Paloma Varón!

Vamos participar mulherada mãe-mamífera-nutriz!

Clarice recém-nascida mamando no parque Olhos D'Água

No próximo domingo, dia 5 de junho, comemora-se o Dia do Meio Ambiente e, paralelamente a isso, haverá um Mamaço Nacional, com adesão de várias cidades. E Brasília não vai ficar de fora.

Local: Parque Olhos D’água (Asa Norte) - as mães se reunirão no gramado atrás da Administração do parque; levem toalhas para piquenique e comidinhas saudáveis para a confraternização das mam(m)as!

Hora: 15:30h

Se você amamenta, não deixe de participar. Se você apoia a amamentação, compareça para prestigiar o evento.

Amamentar é um ato de amor, mas não só. É natural, é fisiológico, é nutrição, é carinho e acolhimento. Não podemos restringir este direito às mulheres e às crianças.

Como eu mesma disse num post recente sobre amamentação em público, se dar de mamar significa nutrir, acolher e amar nossos filhos, se isso deveria ser feito de acordo com suas necessidades - e não com as nossas, pois somos nós, adultos, que vivemos no mundo do relógio e das obrigações com hora marcada -, por que uma mulher não poderia amamentar o seu filho (bebê ou criança) fora de casa? Não a qualquer tipo de proibição; sim à livre demanda!

Confira mais informações sobre o Mamaço Nacional aqui e aqui. Participe, apoie e divulgue esta iniciativa!

Clique aqui e conheça a história que deu origem ao protesto!