6 de mai de 2012

11 melhores razões para parir em casa


Queridos leitores, antes de mais nada, desejo a todos um bom 2012!

Andei sumida por uns meses, estava estudando, me dedicando aos partos, tocando outro projeto paralelo (Projeto Musicanto) e dando mais atenção à minha filha, que está numa fase de adaptação. Mas minha intenção é retomar as postagens do blog, claro!

Para inaugurar o ano com um dos meus assuntos preferidos – Parto Domiciliar – recebi essa listinha das “10 melhores razões para parir em casa”, que se tornou 11, pois acrescentaram posteriormente a de número 6, justamente a que eu considero a mais importante de todas! O texto original está em inglês, eu traduzi e resumi, portanto, perdoem os errinhos.

Mariana Maffei pariu Joana em casa. Imagem daqui. 

Ciência e tecnologia estão presentes em nossa vida e nos ajudam em muitos aspectos, porém, cada vez mais mulheres, de todos os tipos, histórias e estilos de vida, estão escolhendo parir à moda antiga – em suas casas. Por quê?

O fato é que a ciência médica não é capaz de fazer melhor que o corpo humano. O corpo da mulher sabe como parir e não precisa de nenhuma interferência externa para fazer o bebê sair. Claro que às vezes, em raras circunstâncias, uma intervenção médica se faz necessária para ajudar a mãe e o bebê durante o parto. Esse texto não tem a intenção de convencer as mulheres a parir em casa, mas de mostrar a todas aquelas com uma gestação saudável e de baixo risco que desejam um parto natural, que parir em casa é uma opção segura.

O Parto Domiciliar está em ascensão nos EUA, de acordo com um estudo descrito pelo New York Times. As taxas de cesárea americanas estão atingindo patamares perigosos, pois as mesmas estão ocorrendo em circunstâncias desnecessárias. O tempo de recuperação de uma cesárea é bem maior que de um parto vaginal, o que pode atrapalhar a formação do vínculo mãe-bebê e o estabelecimento da amamentação. A cesárea é uma cirurgia abdominal de grande porte, que só deveria ocorrer em 10 a 15% dos nascimentos, segundo a OMS. Finalmente, as mulheres estão tomando as rédeas dos seus partos e trazendo-os para um ambiente mais natural – suas próprias casas.

Abaixo estão algumas razões para as mulheres optarem por um parto em casa:

1) Você pode escolher o lugar em que deseja parir: em casa você pode escolher onde deseja ficar durante o TP e parto, pode caminhar livremente pelos cômodos, entrar no chuveiro ou numa piscina, descansar em sua própria cama, sentar no sofá, fazer o que desejar, até mesmo, ir passear lá fora pra tomar um ar fresco. Enquanto que no hospital seu espaço será limitado, você provavelmente ficará num quarto durante todo o TP, às vezes, sem poder sair ou caminhar lá fora. Dependendo do hospital, ainda terá que ir para o centro obstétrico para dar a luz e, talvez, ainda ficar sozinha numa sala de recuperação.

2) Você convida quem vai estar no parto: a maioria das mulheres não precisa de muita gente para assistir seu parto, geralmente contratam uma parteira e uma doula. Parir é um ato íntimo, que não necessita de espectadores. Por outro lado, algumas mulheres desejam ter a família toda e também alguns amigos para dar apoio. Mães que já tem filhos mais velhos podem querer a presença deles durante o TP, o que não seria possível num hospital.  Em casa, você tem a liberdade de escolher quem vai estar (ou não) no seu parto.

3) Nenhum aparelho conectado à você: na maioria das vezes, quando uma parturiente chega ao hospital é colocado soro intravenoso no seu braço, para hidratá-la e para o caso de precisar de algum medicamento. Em seguida, irão colocá-la em um monitor para acompanhar os batimentos e os movimentos do bebê. Isso tudo restringe os movimentos da mãe, atrapalhando o bom andamento do TP e aumentando a sensação dolorosa das contrações. Em casa você estará livre de soro e monitor, livre para se movimentar a vontade!

4) Sua casa é onde está o seu coração! Existe lugar melhor que o lar construído por você e seu parceiro para dar as boas-vindas à nova vida que chega? Se na sua casa tem tudo que você precisa (e gosta), então por que não parir nela?

5) Ninguém para te acordar depois que seu bebê nascer: quando você está no hospital, as enfermeiras entram constantemente para verificar seus sinais vitais e do bebê. Se você ou o bebê estiverem dormindo, eles irão te acordar ou acordá-lo para fazer isso. Se estiver em casa, você mesma irá checar a temperatura do seu bebê quando ele acordar para mamar. Aí, poderá dormir sempre que seu bebê dormir também, respeitando o seu sono e o do seu bebê.

6) Nenhuma intervenção indesejada com seu bebê: em casa você pode escolher o que vai ser feito com seu bebê após o nascimento. Por exemplo: corte tardio do cordão umbilical, nada de injeção ou colírio, nada de banho, nada de pesar e medir imediatamente, contato pele-a-pele ininterrupto nas primeiras horas de vida. Tudo isso é mais fácil em casa do que no hospital, onde você terá que brigar com as enfermeiras e quebrar os protocolos para que seu filho tenha o tratamento que você deseja.

7) Você controla o ambiente: muitos hospitais não permitem que as gestante caminhem, uma vez que as deixam deitadas na cama, amarradas a monitores para que os profissionais possam ver e fazer o que eles quiserem, independente do conforto das mães. Em casa, você tem controle sobre o ambiente, basta dizer o que deseja, seja uma música ou luzes apagadas, que será providenciado! Quer ir lá pra fora passear no quintal ou caminhar pela rua? É possível!

8) Assistência um-para-um: há um mito que a assistência num hospital é melhor ou mais profissional. No hospital, a equipe está lá para atender várias parturientes e vários partos ao mesmo tempo. Na grande maioria das vezes, a gestante sequer conhece a equipe antecipadamente, o que torna o atendimento impessoal, frio e, até mesmo, demorado. Ninguém irá sentar ao seu lado para te dar apoio, te confortar ou simplesmente perguntar como se sente. Por isso, freqüentemente, o progresso do parto será mensurado por cálculos e tabelas do que deveria estar acontecendo, mas nem sempre acontece, pois cada mulher é única e deveria ser tratada como tal. Em casa com uma parteira a assistência é um-para-um, ou seja, a parteira está lá para cuidar exclusivamente de você, sem idas e vindas para atender outras pessoas. Ela vai permanecer durante todo o TP e parto ao seu lado, e só vai embora depois que o bebê estiver mamando. Além do mais, a parteira te acompanha desde o pré-natal, com longos encontros e conversas, criando um vínculo e um entrosamento anterior ao dia do parto em si.

9) Parto Domiciliar é seguro: parir em casa é seguro para gestantes saudáveis e de baixo risco. Pare para pensar: hospitais estão cheios de pessoas doentes, espalhando germes e vírus por toda parte, além de ser foco de bactérias resistentes a antibióticos. E mais, a atitude médica de estar sempre pensando numa possível complicação durante o parto, apoiadas pelos protocolos hospitalares impostos, impede que as mulheres tenham um parto fácil e seguro num hospital. As intervenções médicas que acontecem dentro de um hospital interferem no processo natural do parto e são justamente essas intervenções (ocitocina, analgesia, etc.) que representam riscos desnecessários à parturiente e ao bebê.

10) A comida: a comida da sua casa é muito melhor que a comida do hospital! O TP e o parto são exaustivos e consomem muitas calorias. Você precisa comer e beber durante esse período e nada melhor que comer aquilo que gosta, podendo inclusive deixar tudo previamente preparado para o dia do parto. Sem contar que, provavelmente, depois do parto você estará morrendo de fome de novo e em casa poderá comer a vontade, enquanto que no hospital terá que esperar a refeição ser servida, sem direito a repetir!

11) Parir em casa é mais barato! No Brasil*, os custos de um parto vaginal hospitalar com o médico obstetra da sua escolha são maiores que de um parto domiciliar com parteira (enfermeira obstetra). E nós sabemos muito bem que, hoje em dia, é praticamente impossível encontrar um médico que acompanhe parto vaginal pelo convênio.

*Aqui, eu adaptei à realidade brasileira, partindo do pressuposto que a gestante pagaria os honorários médicos.

Fonte: “Top 10 Reasons to birth at home”

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