17 de set de 2013

O nascimento do Lucas, numa linda manhã de domingo...


Atendendo a muitos pedidos, hoje estou publicando pela primeira vez um Relato de Parto!! E com direito a um vídeo emocionante desse parto!! Eu não tenho tempo para escrever os relatos dos partos que acompanhei, mas finalmente (e felizmente) uma linda mamãe escreveu e me pediu que publicasse para ajudar, encorajar e inspirar outras mulheres!! Achei o máximo e adorei a ideia, caso outras mulheres se animem a escrever, terei enorme prazer em divulgar!!

O nascimento do Lucas, numa linda manhã de domingo...


Por Flávia Rubio

Seria egoísta da minha parte não dividir a minha história com ninguém.  Logo eu, que tive nos relatos a maior fonte de inspiração e empoderamento para parir o Lucas. Então, divido com vocês a nossa história, na esperança de ela ajude ou inspire alguém na busca pela realização do parto humanizado.

O parto normal

Sempre acreditei no parto normal. Desde pequena entendia que era a melhor opção para mãe e filho. Não sabia o porquê, mas sabia. Assim... Sem explicar, como quem tem fé. Eu tinha fé no parto normal. Afinal, nós mulheres nascemos com esta capacidade. Eu acreditava que todas eram capazes, e em especial que eu era capaz.

O tempo passava, e a história do parto normal ficava cada vez mais longe. Eu sabia que havia nascido de parto normal, acho que era o caso mais próximo que eu tinha como referência. Das minhas amigas mães, somente uma teve seu filho de parto normal. Fui atropelada com as inverdades sobre os riscos do parto normal e as glórias da cesária. Para mim não fazia sentido, mas era a informação que eu tinha: parir é perigoso e ter um filho por cesária é utilizar-se da tecnologia, da evolução da medicina. Ainda assim, a fé permanecia, ainda que quieta e apática.

O primeiro contato com o parto domiciliar

Já adulta, ainda namorando o meu marido, trabalhei com um colega que estava grávido, acho que da segunda filha. Ele falava do nascimento da primeira filha com sangue nos olhos, uma indignação que eu não entendia. Ok! Parece que o medico mentiu para eles e os conduziu para uma cesária desnecessária... Chato, eu sei, mas porque a revolta? Eu, ignorante na época, desconhecia a existência da violência obstétrica e o quanto que isso prejudica, judia e traumatiza uma mãe e em consequência toda a família.

Pois este mesmo colega contava dos planos de ter o próximo filho em casa... Que absurdo! - pensei - como assim? E os riscos? E se alguma coisa der errado? Ele é doido? Não entendia... Para mim não fazia sentido colocar a mãe e o bebê “em risco”, longe do hospital... Conversando com o Paulo - meu marido - ele dividia comigo as mesmas opiniões... As deles eram mais enfáticas, é verdade, mas concordamos ao achar que era uma atitude radical e até irresponsável dos pais...

Tempos depois, com um super sorriso no rosto, veio o pai orgulhoso contar do episódio do nascimento de seu filho... Que a dilatação estava demorando, que eles tinham o apoio de uma acupunturista (não me recordo se era a doula), e que após um procedimento dela a dilatação correu solta, tão rápido que o médico chegou depois que a bebe nasceu... Que ela teve laceração... E que foi tudo lindo!! Oi?! Para mim parecia uma história de terror e pânico, mas para minha surpresa, ele estava reluzentemente feliz!

O renascimento

O primeiro sinal de que minha fé havia acordado foi antes de engravidar ou casar. Assisti ao promo do vídeo "O renascimento do parto". É isso! - Eu pensava... - A cada minuto do vídeo meu corpo consumia, aceitava e devorava aquelas informações como 2x2 são 4. TUDO fazia sentido...

Pois bem. Casei. Engravidei. E chegou a minha hora de decidir como meu filho iria nascer. Para mim era óbvio... Ele vai nascer como ele quiser e quando ele quiser. Mas o que eu ainda não sabia era que essa decisão encontraria tantos olhares preocupados e apreensivos, como se eu tivesse tomando uma decisão errada. Me colocando em risco, colocando meu filho em risco. É assustador como as pessoas reagem quando a resposta pra pergunta: “E aí, já marcou pra que dia?!” é “Oi?! Vai ser parto normal, ele vai nascer quando quiser...”.

Decidida pelo parto normal, comecei a saga da busca por um obstetra que aceitasse convenio e que não fosse cesarista. Passado por uns cinco deles, segui a indicação de uma amiga e parei em um. Fiz com ele praticamente todo o pré-natal. Ele era muito atencioso, respondia minhas perguntas, ouvia minhas aflições e afirmava que faria parto normal. Na verdade não tive o que reclamar dele, mas algo dentro de mim me dizia que eu acabaria em uma cesária desnecessária. Foi quando entendi que me faltava informação. Eu não sabia quando uma cesária era indicada... Como eu poderia argumentar com o médico? Principalmente porque o argumento dele seria que o meu filho estaria em risco e eu, obviamente, acataria a recomendação dele. Afinal, ele é médico-sabido-que-estudou-horrores. Então eu comecei a ler de tudo, participar de grupos de discussão e conversar muito com minhas amigas gestantes que faziam ginástica comigo. Eu e Paulo continuávamos participando de encontros e olhando meio de lado para aqueles casais que declaravam que teriam um parto domiciliar.

A preparação

Os encontros com minhas amigas da ginástica me atiçavam. Pegava as dicas e ia fazer o dever de casa (aí vai uma dica pra você, gestante. Além dos benefícios físicos da atividade física, estar em contato com outras gestantes é maravilhoso. Recomendo demais!). A cada nova informação eu entendia o que aquela fé queria me dizer. Era simples: o parto é um evento fisiológico e os procedimentos adotados pela maioria dos médicos tratam-se de intervenções e muitas vezes desnecessárias. Conheci um novo tipo de parto: o parto natural. Meu corpo está preparado. Meu filho está preparado. Somos eu e meu filho os atores deste momento. Ninguém mais. O médico irá nos assistir (nos dois sentidos da palavra) e cuidar para que tudo corra bem e que saiamos nós dois bem deste processo. Pronto! Simples assim, sem intervenções, sem prazo. A nossa hora iria chegar e estaríamos preparados.

Junto com o renascimento da minha fé surgiu um novo pensamento. Quanto mais eu lia, menos vontade eu tinha de parir em um hospital. Cada relato de parto domiciliar acendia uma luz em mim de que era isso que eu queria. Se o melhor lugar para a gestante parir é onde ela se sente mais segura, o meu parto não seria em um hospital. Comecei a jogar umas indiretas para o Paulo: “Se você não fosse contra o PD, seria uma ótima opção...” e “Quanto mais eu leio, mais o PD parece a melhor opção...”

Com 32 semanas, decidimos mudar de médico. Entrei em contato com os médicos listados como humanizados aqui em Brasília e a sorte me levou para a Dra. Caren Cupertino. Primeira consulta e a gritante diferença de como o parto é entendido. Muitas dúvidas esclarecidas em mais de uma hora de consulta. Quando eu questionei sobre as opções de hospitais para o parto humanizado, ela deu a deixa: para você, gestante de baixo risco, existe sempre a opção do parto domiciliar. Nós rimos! Paulo foi enfático: no primeiro filho não, quem sabe no segundo... Eu, mesmo sabendo que o parto "era meu", jamais iria tomar uma decisão que fosse contra a opinião do meu marido. Minha segurança estava nele. Planejamos nosso filho juntos, teríamos o nosso filho juntos também. Mas saímos de lá curiosos, não sabíamos da logística do PD, dos riscos, de nada. Tínhamos apenas um pré-conceito construído sabe-se lá de onde, que nos alertava de que em casa é perigoso. Seguro mesmo é no hospital.

Estava na hora de encontrar nossa doula e uma indicação nos levou à Taiza. Um anjo na terra. Apaixonada pelo que faz. Experiente, bem informada e com muita ternura no falar. Já no primeiro encontro a empatia/sintonia foi imediata! Seria ela quem nos acompanharia no nascimento do Lucas.

Pois bem, tudo estruturado. Faltava decidir o hospital que o Lucas iria nascer. A ideia do parto domiciliar ficava cada vez mais forte em nossos pensamentos. O Paulo já não era tão contrário. Quanto mais informações tínhamos, mas tranquilos e propensos a essa escolha nós ficávamos.

Em um dos encontros com a Taiza, no final do bate papo ela falou: “Se você tem algum assunto pendente para resolver antes do Lucas chegar, agora é a hora”. E eu tinha. Não conseguia acesso para conversar com meus pais sobre minha escolha do parto normal e, principalmente, sobre a possibilidade de um parto domiciliar. Sei que muitos casais optam por omitir a informação do PD para os familiares, mas essa não era uma opção nossa. Nossa família sempre foi muito unida. Só faríamos o PD com o consentimento deles. Chorei nesta noite, me senti culpada pela escolha que eu tinha feito. Não via uma forma de tocar neste assunto com meus pais.

Foi então que eu pensei em contar com a ajuda da Dra. Caren. Com 36 semanas, levei minha mãe comigo para conhecê-la. Saí da consulta esperançosa! Tocamos em muitos assuntos, muitos mitos, e eu percebi que minha mãe ficou um pouco mais tranquila, principalmente porque percebeu que eu estava muito bem assistida. Tentei puxar assunto durante o resto do dia com minha mãe, mas senti resistência e acabei desistindo. Na madrugada, acordei às 3h30 com uma crise de choro... Não queria que minha mãe estivesse longe neste momento... Não queria que esta fosse a primeira coisa que eu faria sem o apoio dos meus pais. Sentia um peso muito grande e a sensação de que eu estava fazendo a coisa errada... Em surdina... E era uma sensação horrível.

Na manhã seguinte, minha mãe foi em casa (íamos resolver umas coisas na rua) e eu, que ainda não havia melhorado da crise de choro, me abri com ela. O fato é que, surpreendentemente, quando ela percebeu o quanto aquilo estava me afetando, ela abaixou a guarda e disse que faria qualquer coisa para me ver tranquila. Que o importante é que eu passasse por este momento com tranquilidade. Por mim e pelo Lucas. Que eu não deveria me preocupar com isso e estaria resolvido o que eu resolvesse. Neste momento eu aproveitei para falar da vontade de ter o Lucas na casa dela, com eles presentes. Ela relutou um pouco, mas seguiu com o mesmo discurso. Ela iria se informar e se preparar.

Inicialmente meus pais concordaram, mas queriam uma ambulância na porta de casa. Eles foram totalmente incluídos no processo e tiveram encontros com toda a equipe. Primeiro a Taiza, depois a Dra. Caren e por último a Melissa (nossa Enfermeira Obstetra). Toda a equipe foi sabatinada e, como resultado da informação obtida, meus pais estavam mais tranquilos com a escolha e entenderam que não era necessária a ambulância. Que parto domiciliar está longe de ser um parto desassistido.

E, de repente, a vida nos levou para um outro lado. Não era o que havíamos pensado no início, mas não existia mais nenhum motivo para que fosse diferente... O parto domiciliar nos escolheu. Lucas nasceria em casa e a Ana Paula Batista iria registrar este momento!

O parto

Com 38 semanas me deu vontade de me isolar. Queria ficar quieta, em casa. Me conectar com o Lucas, preparar o seu novo lar. Nosso apartamento é pequeno, de dois quartos. Tivemos problemas com duas equipes de marceneiros que iriam fazer os novos móveis. A casa estava uma bagunça. Até que os armários chegassem, sentia que a casa não estava pronta para recebê-lo.

Na quinta-feira, chegaram os móveis. Só para ajudar, eles vieram com defeito e seriam retirados para alguns ajustes. Como eu já não aguentava mais aquela desordem, aproveitei o armário errado mesmo e organizei a casa. Acho que é aquela vontade de arrumar tudo que bate antes do início do trabalho de parto. Depois que terminei de arrumar a casa e o quarto do Lucas, mandei mensagem para minha família (whatsapp): “Gerando efeito psicológico de que está tudo pronto. Efeito placebo pro Lucas nascer!”. Eu não sabia o quanto isso era verdade. Naquela madrugada sonhei que meu tampão havia saído, o que foi constatado assim que acordei. Apareceu o primeiro sinal de que o Lucas estaria chegando.

No sábado começaram as cólicas, espaçadas e não ritmadas desde a madrugada, e assim foram durante todo o dia. Já umas 18 horas fizemos nossa malinha e fomos para a casa dos meus pais, onde ele nasceria.

Chegando lá, a casa estava movimentada. Todos na cozinha preparando o jantar e algumas bebidas. O clima estava ótimo e bem descontraído. As cólicas continuavam e estavam cada vez mais fortes, mas ainda bem espaçadas. Após o jantar, ficamos na sala conversando por algum tempo e cada um foi para seu quarto dormir. Eu estava pilhada, não conseguia dormir. Sabia que eu deveria, que vinha um longo trabalho a frente, mas não conseguia! Fiquei trocando mensagem com uma amiga e a Taiza até as 22h30. Conseguia dormir um pouco, mas era acordada com uma contração e acho que o susto fazia dela mais dolorida. Já havia ido ao banheiro várias vezes no período e às 23h20 meu tampão saiu. Agora foi pra valer… o que eu achava que era o tampão na sexta era só o comecinho dele. Não tive dúvidas! Estávamos evoluindo e logo logo o Lucas estaria do lado de fora. Às 23h40 voltei a dormir, mas acordei próximo a 1h da madrugada com dores bem mais fortes. Não conseguia mais ficar deitada. Acordei o Paulo. Estava em trabalho de parto ativo.

Procurei me concentrar bastante durante as contrações. Balançava o quadril pra lá e pra cá, me apoiava na bancada, no sofá, andava pela casa, uma volta no jardim. Banho. Balançava o quadril pra lá e pra cá… Marcamos as contrações até estarem de 3 em 3 minutos, quando as dores começaram a ficar bem mais intensas. Às 2h da manhã ligamos para a Taiza, que chegou em casa por volta das 3h.

Durante as contrações eu não conseguia lidar com nenhum tipo de ajuda. A Taiza tentou massagem, compressa, carinho… mas meu corpo não aceitava. A sensação que eu tinha era que todo o meu corpo estava trabalhando para a contração, e que qualquer estimulo externo desconcentraria este processo. Me sentia enjoada há algum tempo e a compressa quente me ajudou a vomitar! Fiquei mais aliviada… muito ruim fazer as coisas enjoada!

Tomei mais um banho, acho que foi quando minha bolsa estourou. Lembro de estar pingando ao sair de lá, mas não fiz a associação. Na verdade, só lembrei da bolsa quando o Lucas estava nascendo! E este foi o último banho que tomei, lembro que as dores ficaram muito mais fortes. Não encontrava posição que fosse confortável. Pedi pra entrar na banheira. Assim que entrei, relaxei imediatamente. Realmente a água quente, em especial a banheira, é um anestésico natural. Encostei minha cabeça, dormi por uma meia hora e fui de primeira classe pra Partolândia.

As dores a esta altura já eram diferentes. Já sentia meu corpo abrindo espaço para o Lucas descer. Eram fortes, mais fortes do que eu imaginava. Mas elas passam. Lembrava de respirar e esperar. E assim foi madrugada adentro. Alguns tempo depois, comecei a ficar um pouco impaciente. Na verdade não era a dor em si que incomodava ou o cansaço (que eu não sentia), mas estava era ficando um pouco ‘de saco cheio’ do processo. Perguntei pra Taiza se eu estava na fase de transição. Ela disse que ainda faltava muito. Pra quem é muito controladora, como eu, essa falta de noção do que tinha por vir incomoda um pouco (como qualquer processo desconhecido). Mas eu já estava muito pra lá da Partolândia, me recordo de algumas cenas apenas: Taiza me oferecendo mel e mamão, minha irmã trazendo água e bolacha, minha mãe aquecendo a água da banheira, e o Paulo ali do lado.


Amanheceu. Já sentia o cansaço bater, mas não via ainda o resto da equipe chegar. Se a médica e a enfermeira não haviam chegado, era porque faltava muito. Já sofria um pouco com a ansiedade. Mais um apagão de memória. E então me lembro que a equipe estava completa. Todos lá. Opa! Sinal de que o Lucas estava mais próximo do que eu imaginava!


As dores passaram. Entrei no período expulsivo e fiquei muito mais tranquila. Não sentia dor, sentia um estimulo do corpo ao fazer força. E, quando fazia, sentia um alívio. Chegava até a ser gostoso responder ao que o corpo estava pedindo. Mas a força era bruta. Foi quando o Paulo entrou na banheira e eu fiquei em uma posição mais cômoda para fazer força.


A essa altura, o banheiro estava completo. Todos enchendo o ambiente de amor para receber o nosso filho. A cada puxo, uma expectativa: Apareceu o cabelinho. Nossa! Meu filho tem cabelo! Nas ecografias era algo que não se mencionava e pouco se via. Apareceu a cabeça. Foi quase! Alguns puxos depois, na manhã do domingo (10h32 do dia 21/07/2013), com 3,780Kg e 51,5cm, Lucas pôs a cabeça no mundo!

Estava louca para conhecê-lo, então toquei sua cabeça. Senti um arrepio. A cabeça dele cabia na palma da minha mão! Que pequenininho, pensei e comentei! A equipe riu e discordou de mim. Lucas era um bebê grande! A Dra. Caren identificou a existência de uma circular. Mesmo eu sabendo que não havia risco, pedi para ela retirar a circular antes dele nascer por inteiro (acho que foi porque eu vi muitos vídeos com este procedimento - e outros tantos que a circular é retirada depois que o bebê sai todo).

Mais uma força, e senti ele chegar. Foi aparado por mim e eu o trouxe para o meu colo e demos o nosso primeiro abraço! Roxinho! Lindo! Chorão! Nasceu avisando o avô (que estava em outro cômodo) que tinha chegado!



A sensação de sentir o seu filho saindo e imediatamente poder pegá-lo, abraça-lo e recebê-lo? Difícil de descrever. Me senti corajosa, poderosa, forte, amorosa… me senti mãe! E o momento que olhei pra ele e ele abriu os olhinhos olhando pra mim? Ah! Sensação única no mundo! Completamente apaixonados estávamos eu e Paulo por nosso filhote que acabava de chegar.


Passamos o Lucas para minha mãe para conseguirmos sair da banheira. No quarto, com todo mundo por lá, decidimos fazer um churrasco para comemorar a chegada do pequeno. Afinal, domingo é o dia internacional do churrasco, não!? 


Agradecimentos

Ao meu marido, por ter me dado um filho lindo, que completou nossa família; por ter me apoiando incondicionalmente e se informado junto comigo; por ter sido o companheiro que eu precisava; por ter estado ao meu lado o tempo todo, antes, durante, depois do parto e por toda a vida.

Ao meu filho, corajoso nadador. Obrigada por ter dividido este momento comigo e ter sido tão forte nesta que foi a primeira de muitas etapas importantes da sua vida.

À Erica de Paula e Eduardo Chauvet, por terem se dedicado a construir um documentário tão especial e por terem disponibilizado o promo do filme. Com certeza foi decisivo para resgatar a minha fé em mim e a certeza de que eu estava no caminho para receber meu filho da forma que eu desejava.

Às amigas da ginástica, que abriram meus olhos e me inspiraram a me informar sobre o parto humanizado. Seu eu não as tivesse conhecido, talvez tivesse ficado com meu GO e sofrido uma cesária desnecessária.

Aos meus pais, por terem consentido em receber o Lucas em sua casa. Por terem se aberto a receber informação e por terem confiado na equipe que me acompanhava. Meu eterno obrigada!

À minha irmã, que esteve ao meu lado me dando água quando estava com sede e segurando minha mão quando uma contração chegava.

À minha tia Vivi, por ter preparado com tanto carinho o alimento que eu iria comer para repor as energias no pós parto.

À minha cunhada Lili que fez questão de estar presente para receber seu afilhado com muito amor.

Ao meu irmão e minha cunhada, que de longe torceram e vibraram com a chegada do pequeno.

À equipe que me assistiu, por terem sido tão maravilhosamente disponíveis para informar meus pais e acalentar seus corações, fazendo com que fosse possível receber o Lucas como esperávamos: respeitosamente, em ambiente familiar, direto para nossos braços.

À Ana Paula Batista, por ter registrado este momento de forma tão única e especial.