11 de jun de 2014

O vinte e oito do oito

Mais um emocionante relato de parto! Dessa vez um parto tsunâmico, com suas dores e delícias, cheio de entrega, instinto e alegrias. Porque mulheres sabem parir e bebês sabem nascer!

O vinte e oito do oito




Por Vanessa Daniele de Moraes


Quando se espera um bebê, a expectativa é grande por todo lado: do casal grávido, da família, dos amigos... Todo mundo esperando pra celebrar junto a vida daquele menininho ou daquela menininha que está por nascer. Mas no caso de bebês-surpresa, como o nosso, em que os pais não quiseram ver o sexo durante a gestação, existe um elemento a mais nessa expectativa: “será que é a Sara ou o Dimitri??” (eram esses os nomes escolhidos previamente). As roupinhas e enxoval já estavam à espera do(a) novo(a) integrante da família. Bodys das mais variadas cores, lençolzinho neutro, touquinha verde-água só aguardando para aquecer o bebezinho tão esperado. Com exceção do cor de rosa, tínhamos uma variedade de cores no armário.

A vovó materna chegou em Brasília no sábado, 23 de agosto. Na ocasião eu estava para fazer 40 semanas no dia seguinte – pela data da ecografia. Mas tinha uma outra data possível para a contagem das semanas gestacionais – 40 semanas se completaria na terça, 27.08, pela data da última menstruação. Bem, de qualquer forma, Sara ou Dimitri estava esperando a chegada da vovó, que não podia estar em Brasília antes do dia 23.08 por causa do trabalho. Esse foi o segundo acontecimento que gostaríamos que o bebê esperasse. O primeiro já tinha acontecido um pouco antes, quando o papai foi viajar para Floripa para defender sua dissertação de mestrado. Bem... Papai já era mestre e a vovó já tinha chegado. Que alívio! SaDi (como apelidamos, na época) já poderia chegar tranquilamente!

Não tive pródromos significantes como têm algumas gestantes. O máximo de reação dos últimos dias (deve ter começado por volta de 37 semanas), era o enrijecimento da barriga, ou as famosas “contrações de treinamento”. E o que senti durante toda a gestação se intensificou muuuuito nas últimas semanas: uma vontade louca de fazer xixi. Era muita mesmo! Minha mãe achava que eu estava com algum problema, fiz vários exames de urina e felizmente deram negativo para infecção urinária. Ela dizia que é normal grávida ter vontade de fazer xixi mais vezes, mas eu era uma coisa fora do comum... Eu não conseguia ir pra algum lugar que tivesse um trajeto de 20 minutos, pois no caminho eu reclamava que já estava quase mijando na calça!! E tive que parar de fazer yoga depois de 35 semanas, pois eu já não aguentava o tempo da volta pra casa (eu voltava de metrô, então era uma caminhada até a estação, o tempo de espera do trem e mais a caminhada até em casa).

E já na última semana os desconfortos que passei a sentir foram as pressões, que eu relatava como umas “agulhadas” lá em baixo, perto do canal urinário... Parecia que algo pressionava muito (claro, esse “algo” era “alguém”!) e doía até a vagina. Era uma dor aguda e pontual, se é que dá para descrever dor.

Na segunda-feira, 26 de agosto, já no final da tarde, essas dores-incômodos ficaram tão recorrentes que até liguei para a doula, a Taiza, para saber se era assim mesmo. Ela disse ser o bebê descendo, tentando se encaixar. Era, no entanto, para eu continuar atenta aos sinais. Só que nessa noite, por volta das 21:30h, eu me queixava tanto dessas pressões (a ponto de doer para caminhar e eu ter que dar passos lentos) que quando o Marquito (marido) saiu do banho vimos que ele estava de barba feita e já tinha colocado a sunga. Ou seja: tinha gente realmente achando que o trabalho de parto havia começado! Fora isso, meu pai, lá em Campinas, na maior torcida pra que Sara nascesse nesse dia, pois era aniversário dele (sim, ele queria muito uma neta, embora dissesse que um menino também seria bem-vindo, claro!). “Até meia noite ainda é 26, calma gente, vai nascer hoje!”. Bom, as “agulhadas” se amenizaram conforme eu fui ficando quietinha, de repouso no sofá, até o sono chegar, a dor passar e eu ir dormir.

Vinte e sete do oito: nada. Apenas as pressões leves e a mijadeira de sempre! Ansiedade batendo!

Vinte e oito do oito: levantei às 7:00h e fui ao banheiro (como não poderia deixar de ser!). “Mãããe, vem aqui ver... tem um sanguinho na minha calcinha...”. Ela falou que isso poderia ser um sinal. Liguei pra Taiza, que disse pra eu ficar atenta, pois esse sanguinho poderia ser um indício do tampão e que meu trabalho de parto poderia estar perto. Qualquer coisa era pra eu voltar a ligar e tentar ter um dia tranquilo, sem me cansar muito, pois se fosse TP eu precisaria estar descansada.

Fui ao supermercado com minha mãe, na mesma quadra de casa (fomos andando). Durante as compras, eu já estava agoniadíssima, doía muito pra andar, mas era aquela dor da pressão, que comentei anteriormente. Eu tinha que andar devagarinho e apressei muito minha mãe para comprarmos tudo logo. A minha barriga “baixa” deveria estar bem visível, pois na hora de passar no caixa lembro que o operador olhou pra mim e perguntou: “Nossa, você ainda está conseguindo sair de casa? Quando vai nascer?”. E eu respondi: “quando o bebê quiser, já estou com 9 meses!”. E no caminho para casa, ao atravessar um atalho, no terreno ao lado do condomínio, uma senhora me deu a mão e colocou umas tábuas grandes pra eu pisar, pois o terreno era irregular... Pensei: “as pessoas andam tão solidárias, tão solícitas... devem estar notando que a chegada do bebê está bem perto, meu TP deve ser logo!”

Já em casa, procurei ficar mais sentada no sofá. Era muito xixi e uma dificuldade pra caminhar, por conta das agulhadas. Junto a isso comecei a sentir uma coliquinha tipo menstrual, mas leve. Liguei de novo pra Taiza. Ela perguntou se junto com as cólicas a barriga contraía, mas eu disse que não, que eu não percebia nada de diferente. Comecei a contar o tempo de intervalo entre uma cólica e outra. 15 minutos. Mas era uma cólica tão leve comparada às minhas TPM’s e, além disso, eu não percebia contração senão aquelas endurecidas na barriga típicas das semanas que precedem o parto...

Almocei. Minha mãe, tão linda, estava sempre no comando de tudo. Foi ela que fez o almoço, foi ela que limpou a casa enquanto estive no sofá – vendo tv e descansando para o que poderia ser! O Marquito estava na expectativa! Ligava do trabalho de tempos em tempos para saber como eu estava. Ele já estava com planos de não trabalhar à tarde, mas eu falei pra ele que as cólicas continuavam amenas e poderiam ficar assim por muito tempo, que era pra ele ficar tranqüilo, pois qualquer novidade eu avisaria. E como tinha bastante coisa pra fazer no trabalho dele, ele trabalhou o turno todo.

Cansei do sofá! Levantei, tomei um banho gostoso. Enquanto a água caía no meu corpo, eu conversava com o bebê passando a mão na minha barriga. Eu dizia pra ele que quando ele quisesse poderia nascer, pois eu já estava preparada para recebê-lo, a vovó já estava em Brasília, o papai também estava ansioso. E que eu já o amava muito e tudo estava pronto para sua chegada. Saí do banho me sentindo tão bem... Coloquei Elis Regina e cantei bastante. Depois Gilberto Gil.

“Mãe, vamos ao parque caminhar?”

“Nossa, Van, você aguenta?”

“Sim, mãe, o que eu não aguento é ficar parada pensando se pode ou não ser trabalho de parto... Lá eu me distraio!”

E fomos! Caminhei beeem devagarinho, fui pelo caminho mais curto para chegar até as quadras de areia e banquinhos. No caminho a parada no banheiro. Ficamos um tempinho sentadas no quiosque tomando uma água de coco. Matamos um tempo, nos distraímos e resolvemos voltar, afinal já estava escurecendo. Parada para o xixi de novo. No caminho para casa (o parque é uma quadra abaixo da quadra de casa), senti a cólica aumentando. Comentei com minha mãe: “Acho que essa madrugada vai ser looonga...”. As cólicas estavam apertando consideravelmente.

Chegamos em casa às 19h, junto com o Marquito, que chegava do trabalho. Liguei pra Taiza. Ela achou estranho eu dizer que estava sem contrações. Falou que muitas vezes não percebemos, e me orientou a fazer o seguinte: quando eu sentisse a cólica era para eu avisar o Marquito; ele colocaria a mão dele na minha barriga e diria se estava contraindo ou não. E que marcássemos o tempo. Dito e feito! Contrações de 3 em 3 minutos. Nova ligação. Agora o procedimento era outro: que eu entrasse debaixo do chuveiro e tomasse um longo banho de meia hora – não menos que isso – se depois a dor não melhorasse era pra ligar pra ela. Longo banho e ligação para a Taiza.


A Taiza ligou para a Melissa (uma das parteiras da equipe) avisando que estava rápido o trabalho de parto e que ela estava indo pra casa dela ainda e demoraria pra conseguir vir pra minha casa. Combinaram que a Kelly (a outra parteira), que morava mais perto, viria me avaliar.  

A dor estava forte já. Era como minha cólica menstrual, que dói bastante. Eu me ajoelhava sobre meu tapete de yoga e apoiava o peito e os braços na minha bola de pilates, aí a pressão na barriga aliviava um pouco. 



O Marquito começou a encher a piscina. Como parto é imprevisível, o Marquito “fechou” a piscina com um cobertor para que ela se mantivesse aquecida.


Às 20:43h a Danielle, fotógrafa, chegou. Ela registrou minha dor tão discretamente que eu nem notava a presença dela.

Lembro de eu pedir pra minha mãe colocar um brinco em mim, pois a minha dor já estava forte e eu só me contorcia! Quando as contrações vinham, eu me encolhia no sofá... Minha mãe me fazia perguntas (não lembro agora quais) que eu não conseguia responder, só quando a contração cessava eu respondia. Acho que perguntava onde tinha as coisas para o parto: tapete para forrar o chão, chá... Mas enquanto a doula não chegava, meus “doulos” foram o Marquito e minha mãe, que colocavam a bolsa de água quente na minha lombar e eu concentrava na respiração lenta e prolongada...


Eram 21:08 horas quando a Kelly chegou. Ela me observou e logo em seguida falou que ia fazer o exame de toque. Questionei, pois achava desnecessário. Mas ela disse que era importante e no momento da dor, a gente cede mesmo. Fiquei deitada no sofá e assim que uma contração foi embora, ela fez o toque. E falou: “Zero de dilatação, colo apagado”.

Minha mãe me disse: “Meu Deus, se você já está com toda essa dor...”. Minha mãe não queria demonstrar pra mim que estava nervosa, mas estava bem preocupada. E a Kelly disse que ia pra casa dela e mais tarde voltaria, pois o trabalho de parto ainda iria madrugada adentro e certamente o bebê só nasceria de manhã – ainda mais que era primeiro filho...

Ao contrário da minha mãe, fiquei tranquila. No fundo alguma coisa me dizia que a coisa não iria tão longe assim, eu sabia que a dor estava muito intensa para o trabalho de parto se prolongar muito.

A Kelly ligou pra Taiza e falou pra ela ir atrás das ervas para o chá (para ajudar no trabalho de parto). Eu não sabia que a Kelly havia pedido isso, pois senão diria que não precisava (eu já havia comprado todas as ervas). E falou para a Taiza que eu não tinha nada de dilatação, apesar de estar com muita dor. Com isso, a Taiza relaxou e foi atrás das ervas. A Kelly foi embora às 21:20h.

Minhas dores não cessavam. As contrações ficavam cada vez mais próximas umas das outras. Eu gemia de dor. Minha mãe me deu uma xícara de algum chá quentinho, mas eu só tomei uns goles e nem consegui mais. Tive uma vontade louca de vomitar, de tanto que doía. E quando a barriga contraía, eu sabia que em seguida viria uma dor horrenda. O Marquito correu e trouxe um balde. Mas embora eu tivesse com ânsia de vômito, só salivei e babei dentro do balde. Idas e vindas para o banheiro. Muito xixi. E a privada era um lugar onde eu erguia a perna apoiando-as na parede e ficava ali recolhida até diminuir a dor. O travesseiro também foi um bálsamo.



Às 22:00 a Dani veio me falar que ia dar uma saída, sua filha estava doente e ela ia dar remédio, já que o trabalho de parto ia demorar mesmo...  Assim ficou eu, o Marquito e minha mãe em casa. As contrações foram ficando muito próximas. Uma nova vontade de vomitar. Minha mãe trouxe novamente o balde, prendeu meu cabelo e dessa vez eu vomitei bastante. 



Fui andando devagar da sala para o banheiro. Senti um líquido escorrendo pela minha perna. De súbito pensei que fosse a bolsa estourando, mas só depois me dei conta que era xixi! De novo no vaso sanitário, após mais um xixi passei o papel e o tampão saiu! Mostrei para minha mãe, que confirmou...

“A Taiza tá demorando, liga pra ela, amor, tá doendo muito...”

E enquanto o Marquito ligava, eu fiquei ali na privada quietinha, fora de mim, ou melhor, mais dentro de mim do que nunca. Eu estava introspectiva, tentando me concentrar na minha dor. 



E 22:30h a Taiza chegou. Disse que demorou porque foi atrás das ervas, mas acabou vindo direto, depois que o Marcos avisou que eu já tinha comprado.

Lembro que mesmo com muita dor, eu ali na privada, falei que ela estava muito bonita! E contei que perdi o tampão e que tinha vomitado. Quando falei do vômito ela se assustou... disse que podia ser um sinal que estava dilatando rápido, além do mais meu semblante já demonstrava que o negócio estava avançado!

A Taiza sugeriu que eu saísse do vaso sanitário, que mudasse de posição pra ver se melhorava... sugeriu entrar na piscina para aliviar a dor. A sala já estava escurinha, à luz de velas e com iluminação indireta da varanda. Já na piscina, a água bem quente me fez bem. Aquilo era bom demais pra aliviar a dor. 

Debrucei meu tronco sobre a borda da piscina e veio a primeira contração, mega dolorida... Eu gritei como não tinha gritado até então. Aquelas dores eram viscerais, mas a Taiza me acalmando e tentando me deixar relaxada foi tudo de bom. Ela pedia pra eu me concentrar, pensar que era o bebê chegando, pra eu me entregar e não lutar contra a dor, mas me deixar ser levada por ela no momento dela.

Na contração seguinte: “Tô com vontade de fazer cocô...” – e a Taiza falou que eu podia fazer, mas que “aquilo” não era cocô – e tinha nome, como ela dizia!

Na mesma hora, ela pediu: “Marcos, liga pra Kelly e fala pra ela vir correndo que o bebê já está nascendo!!”

Em seguida senti que parecia que tinha alguma coisa pesando e “entalada” na minha vagina – sim, a sensação era essa! “Nossa, será que já é o bebê?”, pensei. Pus a mão. Senti a bolsa. “To sentindo a cabeça do bebê na minha mão!!” E a Taiza: “Sério?! Meu Deus, já vai nascer!!”

“Minha perereca tá ardendo, Taiza...”. Vixe, já era o círculo de fogo. As coisas estavam evoluindo muito rápido mesmo.

E eu ainda consegui lembrar de foto: “Gente, e ninguém vai registrar o nascimento? A Danielle também não está aqui... Mãe, filma...”

Mãe: “E pior que eu não sei filmar, nem sei mexer nessa máquina direito...”

Eu: “Então tira foto!”

O Marquito ligou pra Danielle, que já estava chegando e passou todos os quebra-molas sem frear, coitada!

Só deu tempo da Taiza colocar uma luva. Mais uma contração. Berrei! A Taiza aparou com a mão a cabeça no meu períneo e viu se tinha circular de cordão.

E ela veio! A Sara! Dentro da bolsa, que se desfez com meu abraço, com a Taiza entregando-a em meus braços.


E eu só abraçava, e dizia “meu amor, meu amor”! E nem olhei de cara se era menina ou menino, eu só queria segurar aquele bebê, abraçá-lo e ouvir aquele choro incessante.


Taiza: “Van, você não vai ver o que é?”

Eu: “Depois eu vejo, deixa eu abraçar primeiro!”

Depois de tanto abraço eu olho pra descobrir quem é. “É a Sara!”

O nascimento tsunâmico pegou todo mundo de surpresa, e na empolgação e correria, ninguém lembrou de olhar no relógio para ver que horas Sara nasceu. Mas por nossos cálculos (registros de ligações e da câmera da Danielle) ela veio ao mundo às 23:00h. 

A Danielle chegou logo em seguida – às 23:02h, e ficou toda tristinha por não ter conseguido fotografar o expulsivo. A Kelly chegou às 23:10h, quando eu já tinha saído da piscina e tinha ido deitar no sofá para dar o primeiro mamá da Sarinha. Ela me procurou e nem se deu conta que a Sara havia nascido e que já estava ali nos meus braços, mamando afoitamente. A Taiza, fofíssima, já tinha até colocado o gorrinho e a enrolado no cueiro para aquecer.


A primeira mamada doeu logo que ela pegou o peito. “Nossa, ela já tem dente?” – brinquei. Mas a sensação era de que ela mordia, enquanto na verdade era o peito que estava sensível e “não acostumado” com a sucção. Por outro lado a sensação de amamentar era emocionante. Sara nasceu com toda vontade de mamar: ficou mais de uma hora no peito!


Papai cortou o cordão umbilical às 23:23h, quando ele já não pulsava mais.



E enquanto Sara mamava, a Kelly cuidava do meu corpo... Pari a placenta com a ajuda dela e foi ela quem fez também a sutura no períneo: levei 5 pontos, pois lacerei um pouco.

O papai ficou ao meu lado o tempo todo, foi uma união linda num momento lindo.


Sara pesou 3,010kg. E só no dia 30 descobrimos que ela nasceu com 47cm, pois a Kelly não mede os bebês logo que eles nascem (tadinhos, ficam encolhidinhos 9 meses na barriga e depois alguém esticar para medir não é justo, né?) E a balança não era gelada, era de tecido, bem gostosinha, tipo trouxinha de cegonha!


Minha mãe preparou um sanduíche, eu não podia ficar sem comer, o parto me roubou as energias. Mas o mamá da Sara era sagrado! E então a Taiza ia segurando o sanduíche e o gatorade e eu ia mordendo... Parir com uma doula querida é outra história!!

Para fechar com chave de ouro o momento tão especial, brindamos!


E assim terminamos nosso vinte e oito do oito e iniciamos uma madrugada de muita emoção. Depois de tomar um banho, fui deitar e foi impossível dormir com a felicidade transbordando dentro de mim. A Sara dormiu no carrinho, que ficou ali do meu ladinho, colado à cama. E o vinte e nove do oito foi de pura paixão, assim como todos os outros dias depois do vinte e oito do oito de dois mil e treze.



Fotos: Danielle Bernardes


1 comentários:

Bru disse...

Lindo, Van!
Vc foi muito guerreira!
Um parto lindo, em uma família linda!
:*